1 de março de 2007

Filandorra - Companhia de Teatro do Nordeste

Depois do Teatro do Noroeste, de Viana do Castelo, agora, o Teatro do Nordeste, sediada em Vila Real, mas um teatro essencialmente itinerante, que percorre toda a província de Trás-os-Montes, para lá do Marão, para o Nordeste transmontano. Criada em 1986, o seu director é desde essa data, David Carvalho. Uma companhia que essencialmente trabalha repertório nacional, repetindo os espectáculos por muitos anos, especialmente aqueles que são dirigidos ao público escolar. São conhecidos os espectáculos: "Frei Luís de Sousa" de Almeida Garrett; "Contas Nordestinas" de A. Pires Cabral; "Auto da Índia" e "Auto da barca do Inferno" de Gil Vicente; mas também alguns autores estrangeiros. Apostam fortemente na itinerância, sendo a Companhia que mais acordos tem com as Câmaras Municipais para a realização dos seus espectáculos. Nos distritos de Vila Real, Bragança, Braga, Viana são dominadores absolutos, pois já fizeram espectáculos em quase todos os Concelhos. É a política da Companhia, que prefere a quantidade à qualidade. Digo isto, embora queira ter uma posição neutra, mas já vi dois espectáculos da Filandorra e o resultado foi sofrível ao nível da Encenação e da Interpretação dos Actores. O meu conselho a dar seria o da formação e contratação de novos actores que tragam sangue novo, assim como o convite a novos e diversos encenadores para mudar a estética da Companhia.
Infelizmente, a Companhia ainda não apostou nas novas tecnologias, pois não possui um site. A rever, pois é importante nos dias de hoje!
Para terminar, o significado de Filandorra: Etimologicamente a palavra "filandorra" poderá significar fiadeira. É exactamente a fiar e a bailar que ela se apresenta e o que faz em todo o percurso do peditório. Trata-se de um jovem vestido de mulher, com renda na cara para não ser reconhecido, roca numa mão e fuso na outra, sempre a fiar. A filandorra enquadra-se igualmente nas funções dos mascarados destinadas a assegurar a boa marcha da comunidade, através da "reprodução dos trabalhos fundamentais para o grupo". in "Rio de Onor - A Festa dos Reis", de António Pinelo Tiza (www.bragancanet.pt/amigos-bg/reporter.htm)
Boas Leituras!

1 Comments:

Blogger Roga de Arte Viva usou da palavra

É impossível a neutralidade perante a exposição incorrecta das emoções e da estética errante.
Ainda bem que o não conseguiu ser,contudo onde chegou a voz da sua observação?
Ao director da companhia? É que apesar de tudo ,os directores da coisa,vão sendo sempre ensaboados ,sabe-se lá para que perversa lavagem !Acaba por ficar nas costas mudas,a verdade .
As críticas deviam ser publicadas no mesmo lugar das divulgações e das notícias.
O caso de que fala e um polígono agravado. Precisa de análise profunda.
Transparece este «post» algum desespero da parte do espectador(a).Entendo esse desespero tão bem!
Mas não acha melhor aprofundar a questão,ir a raiz ?Como quem faz dramaturgia?
Ia descobrir coisas interessantes e então digo-lhe ,valeria a pena publicar a critica num jornal - lugar dos consumos efémeros,mas directos.

É que ,poderia ajudar a melhorar a vida de algumas pessoas,que ,por falta de verdade pública,sofrem diariamente de asfixia emocional e artística.

Bem haja!

31 maio, 2010 09:38  

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