29 de janeiro de 2007

Serviço Público? Não... Serviço Impúdico!

Rivoli vai dar 5,6 milhões a La Féria este ano
Alexandra Carita - Jornal Expresso

A exploração do Rivoli entregue pela câmara do Porto à empresa Bastidores é um contrato milionário. Na proposta, La Féria nem incluiu um único espectáculo que já não tenha passado pelo Politeama.

Filipe La Féria prepara-se para transformar o Rivoli na delegação do Porto do Politeama, com a aprovação de Rui Rio

O protocolo de Cedência e Concessão de Exploração do Teatro Rivoli vai pôr nos bolsos de Filipe La Féria 5,6 milhões de euros/ano. São os números da receita líquida que constam da proposta entregue à Câmara Municipal do Porto, recentemente aprovada por Rui Rio, à qual o Expresso teve acesso.
De acordo com o documento apresentado pelo produtor, o valor médio de um bilhete para um espectáculo infanto-juvenil, no pequeno auditório do teatro, ronda os 22 euros, quando a prática corrente para esse tipo de espectáculos não ultrapassa os três euros. Mas há mais: A autarquia responsabiliza-se por todas as despesas de manutenção estrutural do edifício, pela reposição de equipamentos técnicos e pelos gastos dos consumos de água, electricidade e combustíveis de climatização.
No contrato, autarquia e produtor obrigam-se a manter com carácter de confidencialidade todos os documentos, com ressalva para as revelações impostas por obrigação legal. Também em matéria de não renovação do protocolo La Féria sai a ganhar. Por exemplo, se estiver em palco um espectáculo estreado há menos de 180 dias, o município vê-se obrigado a indemnizar o encenador por todos os prejuízos da não renovação, "que desde já se fixam no valor correspondente aos três maiores meses de receita média, dos seis meses imediatamente antecedentes da comunicação da intenção de não renovação".
Vira o palco e toca o mesmo
Em contrapartida, o patrão do Politeama propõe como serviço público para o Rivoli uma programação baseada na projecção mediática e nos espectáculos de sucesso já apresentados em Lisboa. A começar pelo musical acabado de estrear na Capital, "Miss Daisy", La Féria chega ao ponto de programar musicais encenados por si há mais de uma década ("Jesus Christ Superstar", por exemplo), retoma "A Canção de Lisboa" ou "Wanda Stuart" e por aí fora.
A transparência de todo o processo, desde que as candidaturas foram entregues a 30 de Setembro, também tem sido posta em causa. Aceites cinco candidaturas – Portoeventos, Bastidores (a empresa de La Féria), Miltemas, Plateia e Inatel –, Rui Rio é obrigado a criar por despacho uma Comissão de Acompanhamento para analisar as propostas. Tudo porque a Fundação Gomes Teixeira da Universidade do Porto recusou-se a analisar a sustentabilidade económico-financeira das propostas. Razão evocada pela instituição: Os elementos facultados pela autarquia eram "insuficientemente sólidos de acordo com os padrões normais a que deve obedecer um business plan".
A 17 de Outubro, a comissão recém-nomeada por Rio avalia as candidaturas segundo os requisitos impostos pelo concurso (prova de capacidade económica, oferta de espectáculos, grandes produções, peças infanto-juvenis, obras de cariz experimental, autores e artistas da zona norte, ensino e formação, manutenção dos espaços e equipamentos, resumo de guiões, entre outros aspectos). É já a 18 de Dezembro que Rui Rio delibera celebrar o contrato de gestão do Rivoli com La Féria, depois de todos os candidatos terem sido recebidos em audição por uma "comissão restrita", criada sem qualquer despacho e presidida por Álvaro Castello-Branco, vice-presidente da autarquia, Raul Matos Fernandes, director municipal da cultura, e Manuel Pinto Teixeira, chefe de gabinete da presidência, terem dado o seu parecer final. Em bom rigor, o único existente.
Por responder fica as perguntas que o Expresso tentou insistentemente fazer tanto ao presidente da Câmara do Porto, Rui Rui, como ao produtor Filipe La Féria. É que nem num caso, nem no outro, se passou das secretárias, a quem o assunto foi explicado.

5 Comments:

Blogger RPM usou da palavra

às tantas será um negócio bem melhor para todo co Concelho do Porto do que aquele que é praticado pelas ex-companhias residentes....

se o 'amigo' deve saber, La Féria leva atrás uma multidão de espectadores e de seguida muito dinheiro para ambos.....

La Féria deve fazer a manutenção, alguma, mas o retorno existe...

depois, com a multidão que vai assistir aos espectáculos do La Féria a zona do Rivoli deverá ter movimento, pessoas, revitalzação, regresso ao centro, etc, etc...

por isso e razão tem La Féria e eu assino de seguida, os PORTUGUESES são uns invejosos e o amigo acha-se como tendo mais cultura que os outros ao não aceitar a diferença...

já reparou que os espectáculos do La Féria estão sempre esgotados e ao longo de muitos meses? e os outros....os que vivem do subsídio???

paciência...deixe-se de snobismos e veja a cultura de forma igual...

e viva o Portugal de Abril

RPM

30 janeiro, 2007 10:52  
Blogger mao morto usou da palavra

Rui Pedro Matos, "você passa-se" :)
e eu passei-me.

O que está em causa não é a qualidade da obra do Filipe La Féria. Ainda bem que há muito público nos seus espectáculos: ele trabalhou muito para isso e terá encontrado a "fórmula" para ter sucesso nas bilheteiras. E, para os detractores de FLF, relembre-se que ele levou à cena, nos anos 80, autores como Pasolini, Marguerite Duras ou Marguerite Yourcenar.

O que está em causa são os contornos desta negociata, descrita na notícia, em que a concessão foi atribuída a um encenador-empresário que aproveita para fazer a programação recorrendo às suas antigas produções. Teremos de novo Rogério Samora interpretando "A Paixão segundo P. P. Pasolini?" Espectáculos infanto-juvenis em que o preço médio dos bilhetes é de... 22 Euros? E o que virá a seguir? Seguindo a lógica deste acordo de concessão, teremos a rede nacional de teatros dominadas por estratégias de programação "Laferianas"?

Achas mesmo que a afluência de público (incluindo as excursões de autocarros) vão revitalizar a área do Rivoli e incrementar o repovoamento do centro do Porto? Nesse caso, o homem merece desde já um monumento.

Voltando à obra de FLF. Esclareço que nunca vi uma criação dele ao vivo. Vi na TV alguns dos seus famosos musicais e nada vi que me despertasse o interesse. OK, ele faz aquilo muito bem (não é por acaso que esgota plateias a fio). Mas é desanimador pensar que a noção de cultura de muita gente se restringe aos musicais de La Féria. Por que carga de água hei-de ir ver Filipe La Féria se tenho em Tondela, Viseu, Guarda, etc. salas de espectáculo com uma programação bem mais diversificada e de muito melhor qualidade? Já repararam na programação e actividade desenvolvida no Novo Ciclo ACERT e pelo Trigo Limpo? Mas já repararam MESMO? (ok, sou suspeito nesse assunto). E na programação do Teatro Viriato e do T Municipal da Guarda (só para referir os que estão mais próximos de mim)?

É bom haver salas cheias, mas é bom assistirmos também a espectáculos mais... desafiadores, menos "fáceis". Arrisquem um pouco mais! Vão assistir a performances, a espectáculos de dança, a espectáculos de teatro de que nunca ouviram falar, com encenadores e actores que desconhecem! Já ouviram falar da Patrícia Portela, por exemplo? Considero-a genial.
Espectáculos de "novo circo" - são simplesmente maravilhosos! De vez em quando poderão apanhar uma ou outra desilusão (ou mesmo uma seca, como já tive algumas) mas vale a pena! E se isso me transformar num snobe aos olhos de alguns de vós, paciência. Já sou crescidinho e posso muito bem viver com isso.
E não se invoque o santíssimo nome da Victoria Abril em vãos de escada. Quando muito, em freixos de escada à cinta.

30 janeiro, 2007 16:32  
Blogger odeusdamaquina usou da palavra

Amigo rpm:
O que interessa é não confundir as coisas.
Primeiro: não fui eu que escrevi este artigo. Portanto, as ideias subjacentes não são de minha autoria, não podendo acusar-me de invejoso, snobe, ou como tendo mais cultura que os outros.

Segundo: Tenho muito interesse nesta causa. Sou Estudante de Teatro. Dentro de meses serei actor, encenador, professor de teatro. Tenho direito a fazer um teatro diferente, a optar pela não simplificação dos termos, gosto de optar pelo teatro que questiona-se a si próprio, que faz pensar o público. Sou a favor da máxima latina: "Monet Oblectando", ou seja, divertir, instruindo!
Divertir por si mesmo, sem que nos faça reflectir sobre a condição humana actual e futura, julgo ser estéril, não traz ao público nada de novo.
Porque a vida não é um musical, porque temos muitas questões em que pensar e imenso que decidir (a IVG, por exemplo), porque ando há anos a estudar tudo o que seja o fenómeno teatral, como conhecer a sua história, os seus encenadores, a sua estética, os seus edifícios (os teatros), a importância do corpo, da voz, da luz, da cenografia, do som, da postura do actor, da direcção de cena, etc, etc, porque isto implica estudo, pesquisa, viver na sombra, sem casas cheias nem aplausos bacocos, por já serem 12 anos de trabalho ( o que não é nada - porque estamos sempre a começar de novo em cada espectáculo), por tudo isto, acho vergonhoso o negócio do teatro.
Quem quer assistir a espectáculos deste tipo, nada contra. Mas meu amigo rpm, não seja assim para com as minorias. Elas têm direito a existir! Porque a nossa vida não pode ser a massificação do gosto, o direito à diferença é importante! Qualquer dia ainda acabam com a música clássica por ser minoritária também!
Portanto, quem já detém o poder, dos media, do público, dos autarcas, não se deve queixar!
O problema é que o Rivoli é um Teatro Municipal, o que pressupõe o direito a iniciativas culturais variadas, que abranjam um leque diversificado de propostas, desde o popular ao erudito. O problema é que uma só proposta vai dominar este teatro, não dando voz aos novos artistas, num espaço que é por direito próprio, deles.
Agora responda-me:
- Onde vou actuar eu e o meu grupo? Onde vão actuar os jovens músicos? Na rua? Nos teatros privados? Não temos hipótese, porque cobram um aluguer altíssimo e nós nem sequer temos subsídio. Aliás, nem vamos ter tão cedo. Só tem direito ao subsídio os artistas e companhias consagradas.
Gostava de acabar a sua formação, por exemplo, enfermeiro, e saber que pode estar condenado ao desemprego? Que os hospitais estão todos lotados por aqueles que são mais velhos? Que não se abrem vagas aos novos profissionais?
Pondo-nos na pele de outros, percebemos melhor as coisas!
Temos direito a trabalhar! Temos direito aos Teatros Municipais!
Porque na cidade do Porto não há alternativa! Não existe outro teatro Municipal! E o sr. dos musicais tem dinheiro para alugar outros teatros, como aconteceu no ano passado, no Sá da Bandeira!
Não cortem a nossa liberdade de fazermos o que é diferente! Pode ser que as pessoas gostem do nosso teatro! Mas para o conhecerem, ele tem de ser visível!Aí, poderemos mostrar as nossas propostas a um leque mais alargado de público.
Até lá, continuaremos a actuar na rua!
Obrigado!

30 janeiro, 2007 17:36  
Blogger RPM usou da palavra

Boa noite e o meu dever de resposta:

1º ao autor do texto. Eu vi bem que o amigo não é autor do texto, mas se o coloca é porque está de acordo com as críticas realizadas pela autora e, daí, crítico sobre a entrega do referido teatro(sala) à companhia do La Féria.

2º como estudante de arte cénica e depois de 12 anos de trabalho e de estudo, de certeza que o seu trabalho é tão meritório como o do referido. Contudo. as pessoas são livres e escolhem ver peças que as cativam...as suas não devem ter essa característica e, por isso, as pessoas abstêm-se de as ver.

2º quando os denominados grupos independentes, dependentes dos apoios de muitas instituições e em particular do Instituto do Estado para essa área são obrigados a oferecer um conjunto de apresentações aos cidadãos, da área de residência ou fora, sejam elas de interesse ou de menos interesse. As representações de La Féria, pelo contrário, livres dessa obrigação~podem decidir o que desejam apresentar.

4º as minorias e as maiorias existem num mesmo espaço. Contudo, as primeiras ou as segundas não devem colocar-se em bicos de pés para se mostrarem. Devem apresentar bons trabalhos e daí, serão recrutados para o show bizz que anseiam e dele fazer o seu 'ganha-pão'.

5º desejo-lhe as maiores felicidades nos seus projectos de trabalho e que sejam inovadores e diferentes do que se costuma ver por estas bandas portuguesas.

abraço

RPM

30 janeiro, 2007 21:59  
Blogger odeusdamaquina usou da palavra

Obrigado pela resposta, meu caro rpm. Parece então que estamos quase de acordo. O direito a todos existirmos! Quanto às peças que fiz, esclareço-lhe que até tiveram bastante público, algumas, enquanto que outras nem tanto. Tudo isso se deve a serem textos de índole diversa. Claro que textos de comédia são mais chamativos que os dramas, bem como os autores clássicos (Shakespeare, Moliére) atraem porque são referências literárias. Já textos contemporâneos, dramas, tragédias, atraem menos, porque são mais difíceis de digerir, porque as pessoas realmente procuram a distração, muitas vão ao teatro como ao cinema, apenas para se divertirem e ocuparem um certo tempo que lhes distraia do dia-a-dia de trabalho cansativo e aborrecido. Falo destas experiências enquanto actor, ou seja, nunca tive a decisão de escolher uma peça,uma estética, um conceito.
Isso é o que pretendo enquanto encenador, que será o meu próximo passo. Aí, poderei escolher textos e tomar decisões que vêm ao encontro de tudo aquilo que disse no texto anterior. E eu acredito naquilo que disse, que é ao mesmo tempo divertir as pessoas, mas também instruí-las, não num sentido elitista, mas num teatro que possa atingir a todas as pessoas. Por isso, acredito num teatro ao mesmo tempo na sala, em que há uma comunhão de seres que partilham uma história, um ambiente, uma emoção, tal como Bertolt Brecht preconizava. E Brecht fez isso mesmo, um teatro para o povo, para os trabalhadores, os camponeses, mas também para os doutores, os universitários, as donas de casa.
E usava também a música, mas aproveitava nos seus textos para pôr mensagem política, ideológica, social, como crítica, alerta ao que se passava no mundo.
Por outro lado, acredito num teatro de rua, que possa chegar às pessoas, em vez das pessoas se deslocarem aos teatros (se a montanha não vem ao teatro, vai o teatro à montanha de pessoas na rua, nos bares, em qualquer local que seja possível dar algo de novo, comunicar uma ideia, divertir, criticar, escarnecer, alertar, mais uma vez, que nos faça pensar.
Quanto ao Lá Féria, ele é bom na sua área, claro que tem e vai ter sempre muito público. A diferença é que faz um teatro que eu chamo de comercial, em que as pessoas se sentem satisfeitas, claro, mas em que se pensa mais no dinheiro, nos lucros, porque ele também tem de pagar toda a parafernália de meios, de roupas, de actores, de cenários e além disso, tem de ter dinheiro para novas produções. Por isso, mete-se aqui a lógica do dinheiro.
Da minha parte, dos independentes, mete-se a lógica da fruição cultural onde se dá a conhecer todo um património teatral de autores portugueses e estrangeiros, onde muitos textos nunca nos foram dados a conhecer, onde se faz formação de públicos, onde se fazem workshops com crianças e adultos, onde se fazem leituras públicas de textos, de poemas, muitas vezes com a porta aberta, sem pagar, onde se fazem espectáculos de marionetas (sabia que temos um património nesta área que é só nosso, como os Bonecos de Santo Aleixo, em Évora?), espectáculos para a infância, para as escolas. Como vê, é toda esta gama de eventos que podemos oferecer, e não confunda, nós não cobramos 22 euros por um espectáculo infantil! Para mim, é um roubo, eu nunca iria ver! Por muito bom que fosse! Não tenho dinheiro e acho indecente.

E há outro problema: dizem que só queremos subsídios! Muitas companhias, as mais novas, nem a isso têm direito. As que têm, usam-nas para a divulgação da dramaturgia, de novos textos, de coisas que não são costume fazer-se por aí abundantemente. E faz parte de um país, estimular a cultura e a criação artística, faz parte da nossa educação, o termos direito à cultura, às exposições, à música, à escultura; porque temos direito à saúde, à habitação, à paz, ao pão, à educação e à cultura (como diria o Sérgio Godinho). Claro que isso inclui o sr. Lá féria! O problema, é a ocupação do Rivoli com produções comerciais e não dar direito sequer a uma, repito, uma produção independente, ou de cariz não comercial.
Pense-se no seguinte exemplo:
Se na RTP só me derem telenovelas, se eu vejo, posso gostar ou não, isso depende da nossa sensibilidade, mas se só der novelas, não dou oportunidade às pessoas de conhecer outras coisas, de conhecer séries, de ver cinema, de ver um jogo de futebol, de ver reportagens, olhe, sobre os Açores. Seria muito mau se tal acontecesse! Tal como na rádio só passassem música pimba, ou só clássica! Ficaríamos formatados com um só género, não podendo apreender um leque mais variado de escolhar. Era o mesmo que só termos um partido único, ou uma ditadura. Não nos dá a hipótese de olhar para o lado, de ver outras coisas. Com o teatro, e aqui, na cidade do Porto, passa-se actualmente isso, e vai ser um erro tremendo!
E não tenhamos ilusões, as pessoas vão encher o Rivoli, mas depois, voltam confortáveis para sua casa, sem interferir muito com a economia da baixa portuense. Aliás, que a essa hora, à noite, quase todos os cafés e todas as lojas já estão fechados. Vai dar dificuldades é ao trânsito, com o excesso de automóveis!
Obrigado por dizer que o meu trabalho é meritório, mas nem sequer mereço isso. Ainda não mostrei nada, ainda não faço trabalho profissional. Quando acabar a licenciatura, depois o mestrado em encenação, aí sim, poderei mostrar alguma coisa. Apesar de ser estudante, estas questõese preocupam-me e muito, porque é o meu futuro e o de outros profissionais que está em causa!
Saudações para a Ilha Terceira. Julgo que é de Praia da Vitória, se me não engano. Os senhores têm um magnífico teatro, em Angra do Heroísmo, o Angrense, lindíssimo. Nunca fui aos Açores, um sonho meu, que tem vindo a ser adiado, mas quando tiver dinheiro, tenho o sonho de visitar as 9 ilhas. Sou fanático por ilhas, e desde sempre, os Açores são a minha predilecção, são património nosso, de Portugal. Quanto ao Angrense, preservem-no bem. Sei que costumam acolher produções do exterior, como as do Lá féria, mas o ideal era terem uma estrutura própria, feita por Terceirenses, com um grupo de teatro próprio, com os músicos locais a poderem actuar nos vossos auditótios. Sei que isso deve acontecer, e isso é o ideal, conjugado, claro está, com produções do exterior, porque lã está, são coisas novas que aparecem, que nos fazem pensar coisas novas. Mas eu também estou de acordo consigo, tem de haver uma ligação com o local, com as gentes das terras, com as bandas, as pessoas, os artistas locais. Isso é que pode fomentar as pessoas a irem cada vez mais a eventos culturais!
Aquele abraço!
Temos opiniões divergentes, mas isso não faz com que as pessoas tenham de ser amargas umas para as outras, ou se insultem. Pelo diálogo é que vamos, e também pelo sonho, como diria o poeta.

31 janeiro, 2007 00:32  

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